LifeStyle
Perigos do Consumo
por Mirella Fonzar, redação ONNE
Ao entrar numa loja você sente a necessidade de comprar algo? Descubra então se sofre de Oneomania
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(Foto: Ilustrativa) |
"Sabe quando você vê um bonitão e ele sorri... O seu coração meio que derrete feito manteiga em pão quente? Bem é isso que sinto quando vejo uma loja." Por mais que soe familiar, essa frase foi dita na comédia romântica norteamericana "Os Delírios de Consumo de Becky Bloom" pela personagem Rebecca Bloom - uma consumidora compulsiva, super endividada. Apesar de ser apenas uma ficção, o filme retrata de uma maneira cômica, um problema na verdade muito sério: O Consumo Compulsivo, ou Oneomania (nome clínico).
De acordo com dados publicados pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, três em cada dez brasileiros (a maioria mulheres) são classificados como compradores compulsivos. Ou seja, não é muito difícil encontrar pessoas como a personagem hollywoodiana andando pelos shoppings do país. Mas o que leva tanta gente a agir impulsivamente e gastar mais do que deveria?
Segundo a psicóloga e terapeuta floral Luciane Gerodetti, o consumo é reflexo de uma tentativa de autoexpressão. “A mulher compra uma roupa, bolsa ou sapato para se expressar, se colocar no mundo da maneira que ela julga adequada ou necessária, seja para os outros ou para si mesma”.
Quando esse processo é realizado de forma equilibrada é extremamente sadio, podendo inclusive ser o reflexo de uma autotransformação. "Mas, expressão é o contrário de depressão. Toda pessoa deprimida tem dificuldade em expressar-se, e o consumo pode vir como uma tentativa de equilibrar essa disfunção. Tem aquelas que acreditam que ir às compras faz com que os problemas desapareçam.", diz Luciane.
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(Foto: Ilustrativa) |
O consumismo pode ser visto como uma patologia, quando o mundo externo – o ter - é visto como uma fuga para livrar-se de conflitos internos. “Isso demonstra claramente que essa pessoa está muito mais identificada com rótulos do que conteúdos, podendo ser o resultado de uma autoconfiança fragilizada, de insegurança, relacionamentos vazios e falta de autoconhecimento”, completa a psicóloga.
Esse mecanismo de “compensação” é muito parecido ao processo da compulsão alimentar. “Existe uma dor que é como se fosse um buraco por dentro e ele precisa ser fechado, então o consumo surge como uma possibilidade: encher o buraco!", O que é claramente um engano”, enfatiza Luciane.
As pessoas que entram nesse ciclo vicioso não precisam necessariamente sofrer de uma depressão. “Nos casos mais comuns de consumo compulsivo, o que predomina é a falta de autoconhecimento, falta de saber quem se é de fato e persiste-se na tentativa de compor personagens interessantes ou que parecem mais fáceis de serem aceitos ou apreciados”, completa. “De qualquer maneira, tanto a pessoa mais deprimida quanto a que consome compulsivamente tem um buraco por dentro, e se a compulsão tornou-se um hábito, é porque alguma percepção, algum perdão, algum crescimento está faltando”, analisa.
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(Foto: Divulgação) |
Segundo a terapeuta, além de investir no processo de autoconhecimento, a compulsão para o consumo pode ser tratada com terapia floral, pois atua ajudando essa mulher a gostar mais de si mesma, ser mais criativa, e consequentemente descobrir-se melhor.
SERVIÇO
Luciane Gerodetti é diretora da empresa Essências Florais Chapada Diamantina.
Informações sobre os compostos aqui.
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