LifeStyle
Alguns Minutos com The Commodores
por Rafael Machtura, redação ONNE
Grupo de soul e funk norte-americano conversa com o ONNE sobre o primeiro show no Brasil
![]() |
William “Wak” King (esquerda), Walter “Clyde” Orange (centro) e James Dean “J.D.” Nicholas (direita) são The Commodores (divulgação) |
Algumas canções são eternas. Quem não se lembra de “Easy”, com o famoso refrão “...easy like a sunday morning...”, interpretada com maestria por Faith No More? Mas, talvez, o que poucos brasileiros devem saber é que “Easy” é na verdade uma canção do grupo de soul e funk The Commodores que ao longo de mais de 40 anos de carreira emplacou diversos hits como “Nightshift”, “Three Times Lady”, “Break House” e “Close To You”. Pois bem, Walter “Clyde” Orange, William “Wak” King e James Dean “J.D.” Nicholas se apresentam pela primeira vez no Brasil. Em espetáculo único no dia 5 de novembro, em São Paulo, The Commodores sobe no palco da Via Funchal para mostrar o que melhor sabem fazer: emocionar e fazer a plateia relembrar do passado com clássicos dos anos 70 e 80. Mas antes disso eles tiveram um tempinho para uma entrevista exclusiva para o ONNE. Confira!
ONNE – Esta é a primeira vez que vocês vem ao Brasil?
J.D. – Nós estivemos aqui em 1990 para um programa de TV. Não tocamos ao vivo, nem nada, só para o programa.
ONNE - E quais são as suas expectativas para o primeiro show?
Wak – Eu espero que as pessoas enlouqueçam. Que pulem, que dancem. Eu espero que saibam todas as letras, espero escutar eles cantando. Eu só quero que eles tenham uma incrível, mas incrível, noite.
Clyde – Eu espero que eles curtam o que nós fazemos. Porque está é a principal razão de ser fazer um show. Se eles estão familiarizados com a nossa música - e eu espero que estejam - terão uma grande noite, porque nos fazemos boa música, energia. Nós trazemos a participação da audiência, diferente da maioria dos outros shows. É isto que difere The Commodores de muitos outros artistas.
J.D. – The Commodores veio aqui em uma missão. Queremos mexer com nossa audiência. Faz muito tempo desde a última vez que viemos para cá e agora nós temos a oportunidade de estar na frente do público brasileiro com nosso fabuloso show. Nós queremos impressionar toda nossa plateia para que, quando nós fomos embora, eles irão querer que nós voltemos muito em breve.
ONNE - Vocês são um grupo de funk e disco. Vocês já ouviram o que nós chamamos de ‘funk brasileiro’?
Clyde – Deixa eu contar. Só pelo que os músicos estavam tocando hoje (imita ritmos de funk), eu amei aquilo. Eu moro na Flórida e é claro que eu escuto muita música latina. Eu realmente me identifico com isto. Você vai para Miami, onde tem uma porção de latinos, com uma grande influência cubana, e é excelente! Ótima música para dançar; é uma festa! Eu acho que todos os povos sul-americanos são uma grande festa.
Todos – Festa! Festa! Festa! (cantarolando)
![]() |
Walter “Clyde” Orang (Divulgação) |
ONNE – E o que vocês acham de Bossa Nova?
Wak – Bossa Nova é um pouco lento para mim. Mas, quer saber? Eu gosto de música de dançar bem devagar, bem pertinho.
Clyde – Música sensual...
Wak – Isso! Então eu gosto de dançar com as mulheres BEM aqui, BEM perto! Então Bossa Nova é mais meu estilo.
J.D. – Ele gosta de Bossa Nova, eu gosto de Lambada.
Wak – Então, como você pode ver, nós gostamos de vários tipos de música.
ONNE - Como é para vocês estarem tocando juntos por mais de 40?
Wak – 40 anos? E mais como 4 anos. Ok, quase como 10 anos! (risos)
Clyde – Divertido. Continua muito divertido.
Wak – E o tempo voa. No começo passou muito rápido, mas agora passa bem devagar, sabe? E como se todo dia você vivesse o dia, vivesse o momento. Você passa a viver sem deixar de prestar atenção nas coisas. E com esses caras é difícil de deixar de prestar atenção. Sabe por quê? No palco, eles sempre estão pisando no meu pé (risos). Eles sempre querem se posicionar onde estou. Sabe, é muito difícil. Eu preciso constantemente sair do caminho deles. Por isso, eu lembro de cada show. Eu tenho uma cicatriz no meu pé de cada apresentação! Então é fácil de lembrar. (risos)
ONNE - Então vocês continuam dividindo quartos de hotéis e toda esta intimidade?
Wak – Nós não dividimos quartos de hotéis. Calma lá, apenas os palcos! (gargalhadas)
![]() |
William “Wak” King (Divulgação) |
ONNE - Nos anos 70 e 80 as noites eram comandadas por bandas de disco e funk. Hoje em dia, elas são comandadas por música eletrônica e hip-hop. O que vocês acham disso?
Clyde – Deixa eu lhe dizer algo. Hip hop não é apenas uma forma de música. Hip hop é um estilo de vida. Ele tem uma grande popularidade e as batidas tem mudado. O formato como tem sido feito tem mudado significativamente desde quando ele começou, há mais ou menos vinte anos. Novas técnicas estão sendo usadas e os músicos estão ficando mais espertos. E quando eu falo que estão ficando mais espertos é que agora estão trazendo artistas para tocar em cima das batidas. E depois disso eles mudam algumas partes da batida com uma bateria de verdade, eles perceberam a sintonia da música e também o som. Eles são estúpidos. Os jovens escutam muito bem e eles vão e pegam pedaços e batidas de diversos discos, põem tudo junto e fazem funcionar. Nós escutávamos os discos e pensávamos “Ele me roubou”, esse tipo de coisa. Não, isso significa que eles fazem um disco com aquela pequena parte e levam para outra direção. É um modo de vida agora. Se nós gostamos ou não? Não. Quando se trata das composições e de todo aquele “Vou te dar um tiro na cabeça”, eu sei onde é o botão de desliga no meu rádio. Não preciso escutar isto, e estou bem com isso.
Wak – Há alguns anos, eu estava em um estúdio onde eles estavam gravando um álbum cheio, com umas 10 faixas, e apenas um músico estava lá. Quando eu cheguei lá não havia músicos, eles estavam usando apenas uma bateria eletrônica e um computador. Todo o álbum foi feito por um computador e uma bateria eletrônica, com apenas um músico. Porque eles tinham pedaços de sons no computador. Metais, baixo, guitarras, tudo o que eles precisavam. Eles encaixavam tudo do software e tocavam.
ONNE - E talvez o modo de fazer música perdeu seu sentido.
Wak – Eu pensava a mesma coisa, mas eu tenho que reconhecer, eles fizeram um grande trabalho. Criativamente também. Sabe, é uma outra forma de criação. É a música de hoje. Antes de nós aparecermos, por volta da década de 20 e 30, nós não tinhamos música pop, mas tinhamos o jazz, que naquela época era considerado uma música pura. E se você não tocasse jazz, você não era músico. Agora você pensa em 80 anos depois, no que está acontecendo hoje em dia. Todos nós dos anos 70, que tocamos instrumentos, vemos essas crianças e pensamos “Mas vocês não são músicos!”. Mas é apenas outro modo, porque as coisas continuam evoluindo. Nada fica parado.
![]() |
James Dean “J.D.” Nicholas (Divulgação) |
ONNE - Desde “No Tricks”, de 1993, vocês não lançam nada novo. Quando os fãs terão a oportunidade de ter um novo material?
J.D. – Muito do problema de nós não termos lançarmos nada desde nosso último disco de estúdio é que temos viajado constantemente. Amamos fazer turnês. Então, por alguma razão, nós ainda não paramos para pensar por que não lançamos nada. Estamos, na verdade, em estúdio gravando um novo CD, mas ao longo dos anos nós temos feito tantos shows pelo mundo que nós constantemente adiamos a data de lançamento, porque nos divertimos tanto na estrada fazendo turnês pelo mundo. É uma ótima coisa, mas também não é muito bom assim. Recentemente, nos comprometemos a ter tempo para lançar esse trabalho, então nós estamos no processo de fazer este disco agora.
ONNE - Então, deveria dizer que os Commodores é um grupo que preferem estar tocando para a platéia?
Wak – Com certeza.
Clyde – Ao vivo!
Wak – Vivos e ao vivos!
ONNE - Mas vocês podem prometer alguma data de lançamento?
Wak – Ainda não. Nós primeiro precisamos escrever as músicas, então terminar de compor, por no papel e realmente gastar um grande tempo no estúdio gravando.
![]() |
Divulgação |
ONNE - E vocês têm tocado estas novas músicas ao vivo?
Wak – Nós nunca tocamos elas ao vivo. Não até elas serem testada. Testada eu digo, ser um novo hit. As pessoas ficam entediadas porque elas já terão escutado a música. E em nosso caso é diferente. As pessoas vão aos shows especificamente para ouvir “Three Times Lady”,”Easy”, “Sail On”, “Close to You”, “Sweet Love”, “Nightshift”, “Break House”, “Lady (You Bring Me Up)” e por aí vai. Então, por que não tocar “Easy”? Você não consegue escapar disto! Mas quando eles escutam estes sucessos, eles pulam dos assentos, cantam junto, dançam e relembram as coisas do passado. Como ela conheceu o namorado, a namorada, como eles se apaixonaram, como as crianças eram quando pequenas e todas essas memórias voltam. É para isso que eles vão aos shows.
ONNE - Mas e vocês como artista, não gostariam de tocar novas músicas?
Clyde – Deixe-me contar sobre o perigo nisso. “Senhoras e Senhores, nós vamos tocar uma nova música. Veja o que vocês acham disso.” E nós tocamos; e você tem a minha música. Amanhã, eu irei escutá-la por todo lugar. Conselho: não faça isso, porque há sempre pessoas gravando com câmeras, filmadoras e gravadores. Por isso, se você está trabalhando em algo novo, mantenha isso em segredo!
Siga o @PortalOnne no Twitter!
SERVIÇO
The Commodores no Brasil
Data: 5 de novembro, às 21h30
Onde: Via Funchal - R. Funchal, 65 - Vila Olímpia
Ingressos:
Platéia VIP: R$ 270,00
Platéia Premium: R$ 250,00
Platéia 1: R$ 200,00
Platéia 2: R$ 150,00
Mezanino Central: R$ 150,00
Mezanino Lateral: R$ 100,00
Camarote: R$ 270,00Vendas online: www.viafunchal.com.br
Classificação Etária: 12 anos
COMENTE ESSA MATÉRIA
6 COMENTÁRIOS
euzinhaaaaaaa
eu so sei que esses caras fizeram parte da minha vidaaaaaaaaaaa, easy, loucuraaaaaaaa, lembrançassssssss......
Gloria
Os componentes , o conteudo, deste show merecem que paguemos ingressos a este valor, o preço esta razoavel.
Eu NafiTA
Vi uma entrevistas com eles, e sinceramente: os caras não conhecem nada de música brasileira, e ainda ficaram embromando, como se sacassem de Bossa Nova. Se me derem um CD deles eu quebro e jogo fora.
Ricardo
Hey you! Não esqueceu nada? Lionel Richie ... aquele cara... lembra????
márcia ramos
Entrevista razoavelmente focada no cerne do queos Commodores são e representam.Porém sem concordância númérica,uso incorreto do verbo dever no futuro do pretérito. Falta de palavras dando sentido confuso às respostas. Sou professora da rede pública de ensino noRJ.
Aecio Gomes Pereira
Estou morando atualmente nos U.E A. e estou muito orgulhoso por saber que teremos ai no nosso Pais uma banda de rock como The Commodores, gostaria de estar ai para poder participar deste grande shou, que para mim e uma volta ao tunel do tempo , na epoca em que tinhamos musica de verdade, parabens a quem teve esta iniciativa, um abraco. Aecio Gomes .
- Enviar para um amigo
- Mande seu Comentário
- Imprimir
- Compartilhe nos sites sociais
Últimas Publicadas
Limpeza de pele
Como e quando deve ser feito o procedimento, que é sempre realizado em uma clínica
Leia mais
Deslizamento preocupa moradores
Quase dois meses depois de acidente, terreno segue sem obras
Leia mais






