Esportes

Derrotas épicas

por Marcos Garcia, redação ONNE


França: a pedra no sapato da Seleção Brasileira


Neste 2009 celebra-se o ano da França no Brasil. No entanto, tratando de futebol nossas relações com os franceses nem sempre foram as melhores.

Todos sabem que o Brasil é o país da bola. O pentacampeonato mundial (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002) não nos deixa mentir. Mas nem tudo são flores, a Seleção Brasileira acumula um péssimo repertório, que já se tornou trauma, quando a Seleção Francesa cruzou o seu caminho nas últimas Copas do Mundo. Em um período de 20 anos, a França tirou o Brasil três vezes do torneio mundial, com derrotas dramáticas.

Copa do México 86 – quartas-de-final - Brasil 1 x 1 França (Pênaltis : França 4 x 3 Brasil)

Zico desperdiça a oportunidade de garantir a classificação brasileira ao perder um pênalti
No ano de 1986, o Brasil voltava ao México, local onde a Seleção conquistou o tricampeonato mundial 16 anos antes. O time comandado por Telê Santana, por ironia do destino, chegou às quartas-de-final da Copa do Mundo, no estádio Jalisco de Guadalajara, no dia 21 de junho, exatamente a mesma data e local da conquista do Tri, para encarar a França.

Na partida, o Brasil abriu o placar com Careca, após uma bela troca de passes. Ainda no primeiro tempo, Platini aproveitou o vacilo da zaga brasileira para empatar o jogo. O lance chave do confronto aconteceu no segundo tempo, quando Bats defendeu o pênalti cobrado por Zico, que havia entrado no lugar de Muller.

O jogo foi para a prorrogação e como nenhuma equipe conseguiu êxito, a vaga teve que ser decidida nos pênaltis. O maior ídolo francês, Platini chutou por cima do gol o seu pênalti, entretanto, Sócrates e Júlio César perderam suas cobranças pelo lado da seleção canarinho, e a França avançou para as semifinais com a vitória nas penalidades por 4 a 3.



Copa da França 98 – final - Brasil 0 x 3 França

Talvez a derrota mais inacreditável de todas aconteceu quando o Brasil vinha em uma crescente  na Copa do Mundo de 1998, sendo indiscutivelmente a seleção favorita pra ficar com o título do torneio. A final do copa com a dona da casa não assustava, mas um problema extra-campo com Ronaldo, melhor jogador do mundo na época, tirou o foco dos outros jogadores do Brasil.


Em casa, a França vence a sua primeira Copa do Mundo, após um massacre de 3 a 0 sobre o Brasil

Horas antes da final, Ronaldo teve uma convulsão inexplicável na concentração, foi para um hospital fazer exames. Depois do susto, o atacante partiu para o Stade de France e pediu ao técnico Zagallo para jogar a decisão.

A Seleção Brasileira entrou em campo assustada e com um show de Zinedine Zidane se tornou uma presa fácil. Em dois lances parecidos, após cobranças de escanteio, Zidane marcou duas vezes de cabeça para os franceses. O Brasil estava totalmente perdido dentro de campo e para carimbar o primeiro título mundial da França, Petit, no último minuto de jogo marcou o terceiro do time francês.

A derrota por 3 a 0 foi a maior diferença de gols que o Brasil já sofreu em Copas do Mundo.

Copa da Alemanha 06 – quartas-de-final – Brasil 0 x 1 França

Favoritismo parece ser um problema para a Seleção Brasileira. O Brasil classificou-se para a Copa Coréia-Japão aos trancos e barrancos e foi campeão. A partir do pentacampeonato mundial, o Brasil venceu todos os títulos que apareceu pela frente. Conquistou a Copa América e a Copa das Confederações, ambas com vitórias magníficas sobre a Argentina, além de garantir com tranquilidade a classificação para a Copa da Alemanha nas Eliminatórias sul-americanas.


Com muitas críticas, a Seleção Brasileira é novamente eliminada pela França, após novo show de Zidane

O quarteto fantástico, formado por Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Kaká, prometia deixar o Brasil como uma seleção praticamente imbatível. Contudo, a preparação para a competição não foi das melhores, pois os treinos se tornaram espetáculos. Outro problema foi a má condição física de muito dos jogadores que se apresentaram à seleção.

Sem apresentar o futebol esperado, e com a teimosia do treinador Carlos Alberto Parreira em não mudar alguns jogadores, o Brasil chegou às quartas-de-final. Novamente a França estava no caminho, trazendo o espírito de revanche a todos os brasileiros, principalmente da derrota de 1998. O carrasco Zidane mais uma vez em campo fez a diferença e foi dele o lançamento para Thierry Henry marcar o único gol da vitória da França sobre o Brasil.

Estas derrotas criaram um tabu e um grande revanchismo entre as seleções, onde o Brasil é o freguês.

Ficha técnica das derrotas do Brasil para a França:

Quartas-de-final: 21/junho/1986

Brasil 1 x 1 França (3 x 4 nos pênaltis)

Local: Estádio Jalisco (Guadalajara)
Árbitro: Ioan Igna (Romênia)
BRASIL: Carlos; Josimar, Júlio César, Edinho, Branco; Elzo, Alemão, Júnior (Silas), Sócrates; Muller (Zico), Careca. Técnico: Telê Santana
FRANÇA: Bats; Amoros, Battiston, Bossis, Tusseau; Giresse (Ferreri), Fernandez, Tigana, Platini; Stopyra, Rocheteau (Bellone).
Gols: Careca 16, Platini 41 do 1º tempo.
Pênaltis: Sócrates (Bats defendeu), Stopyra (gol), Alemão (gol), Amoros (gol), Zico (gol), Bellone (gol), Branco (gol), Platini (fora), Júlio César (trave), Fernandez (gol).

Final - 12 de julho de 1998

Brasil 0 x 3 França


Local: Stade de France (Saint-Denis)
Árbitro: Said Belqola (Marrocos)
BRASIL: Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair, Roberto Carlos; Dunga, César Sampaio (Edmundo), Leonardo (Denílson), Rivaldo; Bebeto, Ronaldo. Técnico: Zagallo
FRANÇA: Barthez; Thuram, Leboeuf, Desailly, Lizarazu; Karembeu (Boghossian), Deschamps, Petit, Zidane; Djorkaeff (Vieira), Guivarc'h (Dugarry).
Gols: Zidane 27 e 45 do 1º tempo; Petit 47 do 2º.

Quartas-de-final - 1º de julho de 2006

Brasil 0 x 1 França


Local: Commerzbank Arena, Frankfurt

Árbitro: Luis Medina Cantalejo (Espanha)
Assistentes: V. G. Carrasco (Espanha) e P. M. Hernández (Espanha)

BRASIL: Dida, Cafu (Cicinho), Lúcio, Juan, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Zé Roberto, Juninho (Adriano), Kaká (Robinho), Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo. Técnico: Carlos Alberto Parreira.
FRANÇA: Barthez , Sagnol, Thuram, Gallas, Abidal, Makelele, Vieira, Malouda (Wiltord), Ribéry (Govou), Zidane e Henry (Saha) Técnico: Raymond Domenech.
Gols: Henry (11' do 2º tempo)



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