Esportes

A lenda do Basquete

por Marcos Garcia, redação ONNE


Alessandra conversa com o ONNE diretamente da Romênia


A jogadora Alessandra Santos de Oliveira pode ser considerada um mito do basquete brasileiro. Com seus dois metros de altura, a atleta já atuou em clubes de diversas partes do mundo, sempre fazendo muito sucesso. Depois de atuar por diversas equipes do Brasil, Alessandra jogou na Itália (Messina, Comense e Venezia), Estados Unidos (Indiana Fever, da WNBA), Eslováquia (Ruzomberok), Hungria (Sopron), Coréia do Sul (Wooribank), Espanha (Ros Casares Valencia) e atualmente está na equipe do Sepsib, da Romênia

(Arquivo Pessoal)

No currículo, a pivô possui duas medalhas olímpicas, com uma de prata em Atlanta-1996 e uma de bronze em Sydney-2000, além de ter conquistado o campeonato mundial em 1994. Após algumas discórdias, a jogadora retorna à seleção brasileira aos 36 anos, graças a um pedido da Hortência para trazer um pouco da sua experiência à nova geração. Em uma de suas folgas na Romênia, Alessandra respondeu algumas perguntas para o ONNE, contando um pouco da sua trajetória no esporte, carreira e sua volta à seleção depois de 3 anos. Confira!    

(Arquivo Pessoal)

ONNE: Como está sendo o retorno para a seleção?

Alessandra: O meu retorno foi ótimo, não esperava o convite da Hortência, porque pensava que não estaria no nível para estar na seleção.

ONNE: Você ainda tem o sonho de disputar mais uma olimpíada, depois de já ter disputado quatro e ter ganhado duas medalhas (Prata em Atlanta e Bronze em Sydney)?
Alessandra: Não sei, pois penso dia após dia. Com 36 anos fica difícil fazer um plano a longo prazo, mas agora, o mais importante para mim é ajudar a seleção brasileira à ir bem no mundial e voltar a estar entre as cinco melhores do mundo. Sei que não será fácil, mas será um grande desafio.

ONNE: Como é ser uma medalhista olímpica?
Alessandra: É tudo que uma atleta pode sonhar na sua carreira. São tantos anos de sacrifício e chegar a uma medalha é o máximo que um atleta pode ter no seu currículo.

ONNE: Quais as mudanças ocorridas na sua carreira por conta das conquistas olímpicas?
Alessandra:
Foram tantas, desde o reconhecimento nacional e mundial, até econômico, que me permitiu jogar em grandes equipes do exterior.

ONNE: O que você acha do futuro do basquete brasileiro, agora com a Hortência e a Janete na parte administrativa?
Alessandra:
Bom, temos que ter ideias inovadoras e acho que elas estão fazendo de tudo para reverter o cenário que o basquete se encontra.

(Arquivo Pessoal)


ONNE: Você possui alguma intenção de seguir os passos de suas ex-companheiras e partir para uma carreira fora das quadras?
Alessandra:
Já estou pensando, porque tenho no máximo mais 2 anos de carreira como jogadora. Tenho muitas ideias, mas no momento só ideias.

ONNE: Já sabe por qual equipe vai atuar na próxima temporada?
Alessandra:
Estou  jogando na Romênia, no Sepsib.

ONNE: Você já recebeu propostas para voltar a atuar em equipes brasileiras?
Alessandra:
Sim, recebi, mas não foi uma proposta concreta para que eu pudesse retornar.

ONNE: O fato de seu marido ser italiano, de certa forma, contribuiu para você atuar por tanto tempo por diversos países do mundo, como Itália, Espanha, França, Rússia, Estados Unidos e Coréia do Sul?
Alessandra:
Bom, eu e o meu marido estamos juntos só há 3 anos, mas o que contribuiu para eu jogar em vários países foi ter que sustentar os meus irmãos, a fome como disse uma vez a Elza Soares, não tenho pais então isto acho que me deu mais impulso de jogar fora.

(Arquivo Pessoal)

ONNE: Qual dos países você mais gostou de atuar?
Alessandra:
Quase todos, pois foram em momentos diferentes e situações diferentes. Mas os países que eu mais gostei foram Itália, Coréia do Sul e Rússia.

ONNE: Possui alguma peculiaridade para contar de algum destes países?
Alessandra:
Bom, na  Coréia foi diferente, pois não estava acostumada com a cultura asiática. Outra peculiaridade foi viver na Eslováquia, pois foi a primeira vez que morei num lugar que no inverno a temperatura média era de menos 15. Aprender a viver no gelo foi difícil, porém, hoje gosto, tem vezes que até sinto falta do cheiro fresco da neve e de ver as montanhas.

ONNE: A WNBA possui um glamour diferente em relação às outras competições?
Alessandra
: Sim, mas o verdadeiro campeonato é a Euroliga. Lá você vê quem é o mais forte atualmente.

ONNE: Com quais jogadoras você mais gostou de jogar?
Alessandra:
Entre as brasileiras gostei muito de jogar com a Cintia Tuiu e a Adrianinha. Entre as estrangeiras gostei muito de atuar com a Nicole Antibe e a Cathy Melain.

ONNE: Qual seria a escalação do seu time ideal?
Alessandra:
Com jogadoras de todas as gerações a minha seleção ideal só de brasileiras seria: Paula, Hortência, Janeth, Vânia Hernandez e Marta. Com estrangeira:  Ruth Bolton, Cintia Cooper, Hortência, Seminova e Lisa Leslie.

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17 COMENTÁRIOS

Ana Lúcia Garcia Salles Calixto

Estamos com saudades da Alessandra, pessoa generosa e vai ajudar a levantar o basquete feminino.

Ana Lúcia Garcia Salles Calixto

Saudades da Alessandra, generosa e profissional exemplar.

Ana Lúcia Garcia Salles Calixto

Saudades da Alessandra, generosa e uma profissional exemplar. Beijos Alessandra !!

LEA CRISTINA

Por alguma razão vi a chamada e resolvi entrar e tive a felicidade de ver o que o esporte brasileiro tem de melhor, a essência: Alessandra Santos de Oliveira com 36 anos e em plena forma. Sem comparações, mas nosso basquete demonstra também com Oscar Smith que quanto mais experiente o atleta maior contribuição traz à nova geração. Parabém à Alessandra e a todos os atletas anônimos, que fazem a diferença..

Gerson Barros

Primeiro: Esse Roberto Pontes é um "mala" e um despeitado. Segundo: Alessandra sempre jogou muito e nada mais honesto do que tê-la na seleção. A Hortência tem visão e não pisaria em falso. Boa sorte Alessandra na sua volta e não esquente a cabeça com comentários negativos como desse Roberto, é pura inveja.

Monique Oliveira

Conheço a muito pouco tempo, sou brasileira e estou morando na Roménia, acompanho meu marido que é jogador de futsal do mesmo clube dela. Alessandra é uma pessoa humilde e muito simpatica.Desejo a você todo sorte do mundo nesse seu final de carreira!!!Seucessoo. bjo

Joe Ferreira

Valeu Alessandra ! voce eh o que ha de melhor no povo brasileiro.Teve seus problemas mas acreditou em uma unica saida: o esporte. Enquanto morava no Brasil acompanhava o basquete feminino bem de perto e a luta das meninas nao era facil,porem,conseguiram levar o nome do Brasil bem alto nas competicoes.Voce estava sumida e fiquei feliz em te ver bem por aqui.Abracos.

JAILTON PESSOA

PARABENS HORTENCIA E JANETH, A VINDA DA ALESSANDRA TRARA UM PINGO DE ESPERANÇA PARA ESSSE BASQUETE QUE VIVE EM DECADENCIA, HOJE FALTA JOGADORAS DE GARRA COMO A DELA , BOA SORTE ...

Damazio GEL

AGORA, DA HORTENCIA CONVOCAR ATLETAS, PORQUE ELA NAO E A TREINADORA,ELA VOLTA E MEIA VEM A CURITIBA SAI NA MIDIA E SOME,DEPOIS APAREC EM OUTRO LUGAR,COM PROJETO,SO QUEM ACREDITA??????

LUIS MACHADO

PRIMEIRA VEZ Q VEJO REPORTAGEM DE ONNE, ACHEI BOAS AS PERGUNTAS E PRINCIPALMENTE Q CONTEUDO DA ENTREVISTADA.PARABENIZO PELA ESCOLA DA ALLESSANDRA PARA ESTA REPORTAGEM.

Luiz Otavio

Adorei a matéria, pois no mundial realizado no brasil percebi quanta dificuldade as mulheres passam defendendo o Brasil. Isso em qualquer esporte.

Edilson Pires

É muito importante este trabalho feito por Hortência e também por Janeth, graças a visão do Presidente Carlos Nunes, que está a todo, tentando mudar o rumo do nosso basquetebol, que caiu sem parar, agora consegue se ver uma luz que concerteza dará claridade para nosso retorno ao topo.

Roberto Pontes

Vamos deixar disso! Ela é quem vai se beneficiar em servir a seleção. Todo esse pessoal ganha um dinheirão, fica nos melhores hotéis, come o melhor, viajam em primeira classe, ganham patrocínios, ficam famosos e vêem com essa conversa de servir?

José Camilo de Araujo

Fico feliz em ver esta mulher na posição em que ocupa hoje em dia no esporte, não só brasileiro como mundial... pois a conheço desde quando era uma menina e acompanhei momentos em que passou por duras adiversidades na vida, mas com garra e determinação soube conquistar seu espaço ao sol e é motivo de orgulho para o povo brasileiro. Diria que ela é um exemplo de 'sorte' na vida, ou seja, o encontro da oportunidade com a capacidade. Care on Alessandra! abraços Camilo

Roberto Pontes

Vamos deixar disso! Ela é quem vai se beneficiar em servir a seleção.

Juvemal Charlls Paixão

Falar em Alessandra, é ter boas recordações do basquete Brasileiro. Época de grandes jogadoras e inúmeras conquista para o esporte do Brasíl. Abços

Gustavo

Alessandra Joga Muito, esta faltando jogadoras como a Alê na seleção

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