Comportamento
Rede de afetos
por Majô Levenstein
Realizado em 12 países, incluindo o Brasil, estudo aponta a importância crescente da web nos relacionamentos interpessoais
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Para 82% dos brasileiros, a internet melhorou seus relacionamentos: acima da média mundial |
Nesta terça-feira (dia 17), a Symantec anunciou os resultados da segunda edição do levantamento anual Norton Online Living Report, realizado em 12 países: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Suécia, Japão, Índia, Austrália, China e Brasil. O estudo foi feito pela Harris Interactive, a pedido da Symantec, entre 13 de outubro e 5 de dezembro de 2008, com 6.427 adultos com 18 anos ou mais – incluindo 1.297 pais de jovens com idade entre 8 e 17 – e 2.614 jovens e crianças entre 8 e 17 anos que gastam pelo menos uma hora online por mês.
Entre os principais dados apontados pelo estudo, está o de que 70% dos adultos destacam que a Internet melhorou seus relacionamentos. Eles contam com uma média de 41 amigos online e 49% afirmam ter uma página em um site de rede social. Esta tendência é ainda mais forte no Brasil, em que 82% dos brasileiros adultos afirmam que a Internet melhorou seus relacionamentos, acima da média mundial, mas atrás de Índia (90%) e China (87%).
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Adultos brasileiros lideram no número de amigos online, com 66,4%, na frente da China |
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Dos adultos brasileiros pesquisados, 25% admitem já ter se apaixonado via web |
No relacionamento com a família, 77% dos brasileiros pesquisados concordaram que a Internet facilita o contato com familiares, mais que a média mundial, de 71%. Internautas adultos brasileiros também admitem que a web melhorou a qualidade da comunicação com a família (62%), menos do que na Índia, com 77%, e China, com 63%.
Flertar via internet no Brasil é tão comum quanto na Índia, que também encabeça a lista, uma vez que um a cada três adultos pesquisados aponta flertar às vezes na web – a média mundial é de um em cinco. Quando o tema é apaixonar-se por alguém na rede, 25% dos adultos pesquisados no Brasil já passaram pela experiência, bem acima da média mundial de 14% e atrás da Índia, com 37%.
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Brasileiro gasta, em média, quatro horas por semana compartilhando fotos via internet |
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Um a cada cinco jovens de 8 a 17 anos foi reprimido pelos pais por comportamento inadequado na web |
Dos 12 países pesquisados, as pessoas entre 8 e 17 anos no Brasil são os que mais passam tempo conectados – 70 horas mensais – enquanto os pais acham que os filhos gastam somente 56 horas mensais na web. E boa parte deste tempo – 13 horas por mês – é utilizado pelos jovens em sociabilização pela internet.
De forma global, o Norton Online Living Report do ano passado ressaltava que um em cada cinco jovens e crianças entre 8 e 17 anos admitiam ter visto ou feito coisas na internet que seus pais não concordavam. Neste ano eles foram pegos, já que um em cada cinco foi reprimido por pais devido ao comportamento inapropriado na Internet. Entre os pesquisados no Brasil, um em cada três pais descobriu que o filho tinha um comportamento inadequado na Internet. Além disso, 48% dos pais brasileiros admitiram no estudo que estão propensos a repreender os filhos caso identifiquem um comportamento inapropriado na Internet.
No mundo, 90% dos pais reconhecem a responsabilidade de proteger os filhos online e começaram a conversar sobre o tema. Os pais brasileiros, no entanto, se sentem mais preparados para discutir sexo com os filhos (72%) do que abordar os sites visitados pelas crianças (66%). Embora 25% dos jovens e crianças no mundo tenham adicionado os pais na lista de contatos, esta tendência é muito mais comum no Brasil: 70% dos brasileiros entre 8 e 17 anos incluem os pais na lista de amigos, 79% na lista de contatos de e-mails, e 60% deles têm os pais como amigos em sites de rede social.
Ainda assim, a presença ”virtual” dos pais não garante que os filhos seguirão as regras da família para uso da web, já que apenas 76% dos jovens afirmam fazê-lo. Enquanto isso, os pais fazem o que podem para monitorar o comportamento dos filhos: 66% dos pais no Brasil declaram monitorar o comportamento dos filhos ao ler e-mails ou rastrear os sites visitados.
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No Brasil, 66% dos pais monitoram o comportamento dos filhos lendo e-mails ou rastreando sites visitados por eles |
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