Mercado de Arte
Bienal de São Paulo
por Valéria Duarte
28ª edição do evento inaugura neste domingo
Neste domingo tem início a 28a edição da Bienal de São Paulo, denominada Em vivo contato. Este ano a mostra contará com 42 artistas de 22 países, além de quatro projetos interdisciplinares: Archivo Abierto (Chile), Cinema Capacete (Brasil), Ivaldo Bertazzo (Brasil) e Weightless Days (Brasil, Japão e Irlanda).
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Um dos andares do prédio ficará vazio |
O título da mostra foi inspirado em um texto de apresentação da I Bienal do MAM, escrito em 1951 por Lourival Gomes Machado, que diz: Por sua própria definição, a Bienal deveria cumprir duas tarefas principais: colocar a arte moderna do Brasil não em simples confronto, mas em vivo contato com a arte do mundo, ao mesmo tempo em que, para São Paulo, se buscaria conquistar a posição de centro artístico mundial.
Partindo-se desta idéia, um dos principais objetivos da mostra, segundo os organizadores, é que ao final dos 42 dias de exposição, a Bienal de São Paulo reencontre sua especificidade e se coloque novamente “em vivo contato” com seu tempo.
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O curador Ivo Mesquita |
Neste contexto, o evento terá um formado distinto das edições anteriores: a principal inovação introduzida pelo curador Ivo Mesquita, foi manter um andar inteiro sem qualquer obra de arte. O anúncio desta proposta, gerou discussão, e fez com que a mostra ganhasse o apelido de “Bienal do Vazio”.
Mesquita explica que a manutenção deste andar completamente aberto, revelará a estrutura do pavilhão modernista, e oferecerá ao visitante uma experiência física da arquitetura do edifício. Ele cita ainda o conceito de “planta livre” criado por Le Corbusier, em 1926, para definir um dos cinco princípios da nova arquitetura: com o uso de pilotis e o concreto armado as paredes não eram mais usadas como base de sustentação de um edifício. A aplicação destes princípios da arquitetura moderna ficariam mais evidentes com o andar vazio.
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A performer Marina Abramovic |
Outro ponto levando pela curadoria é que muitas das práticas artísticas contemporâneas não se restringem à produção de um objeto para ser contemplado, diante disso a 28ª Bienal apresentaria diferentes estratégias de exposição, debate e difusão.
Visando promover o contato entre o público e os artistas, o andar térreo do Pavilhão Ciccillo Matarazzo será transformado numa grande praça, que terá intensa programação durante as seis semanas do evento. Estão previstas apresentações de música, dança, performances e cinema.
A exposição propriamente dita ocupará o terceiro andar do edifício. A escolha dos artistas (Veja lista completa logo abaixo) pautou-se por aqueles que apresentam uma pesquisa sobre os limites entre realidade e ficção, entre construção de documentos e verdades instituídas, entre memória pessoal e história coletiva.
Destacam-se na mostra o projeto assume vivid astro focus, a artista brasileira Dora Longo Bahia, os nova-iorquinos do Fischerspooner, a francesa Sophie Calle e a sérvia radicada nos Estados Unidos Marina Abramovic, considerada uma das maiores performers contemporâneas.
Valéria Duarte – valeria@cesargiobbi.com.br
Lista completa dos artistas participantes da 28a Bienal de São Paulo
Alexander Pilis (Rio de Janeiro, Brasil, 1954. Vive em Barcelona)
Allan McCollum (Los Angeles, EUA, 1944. Vive em Nova York)
Ângela Ferreira (Maputo, Moçambique, 1958. Vive em Lisboa)
Armin Linke (Milão, Itália, 1966. Vive em Milão)
assume vivid astro focus (Formado em 2000. Baseado em Nova York e Paris)
Carla Zaccagnini (Buenos Aires, Argentina, 1973. Vive em São Paulo)
Carlos Navarrete (Santiago, Chile, 1968. Vive em Santiago)
Carsten Höller (Bruxelas, Bélgica, 1961. Vive em Estocolmo)
Cristina Lucas (Jaén, Espanha, 1973. Vive em Madri)
Dora Longo Bahia (São Paulo, Brasil, 1961. Vive em São Paulo)
Eija-Liisa Ahtila (Hämeenlinna, Finlândia, 1959. Vive em Helsinque)
Erick Beltrán (Cidade do México, México, 1974. Vive em Barcelona)
Fernando Bryce (Lima, Peru, 1965. Vive em Berlim)
Fischerspooner (Formado em Nova York, EUA, 1998. Vivem em Nova York)
Gabriel Sierra (San Juan de Nepomuceno, Colômbia, 1975. Vive em Bogotá)
Goldin+Senneby (Formado em Estocolmo, Suécia, 2004. Vivem em Estocolmo)
Iran do Espírito Santo (Mococa, Brasil, 1963. Vive em São Paulo)
Israel Galván (Sevilha, Espanha, 1973. Vive em Sevilha)
Javier Peñafiel (Zaragoza, Espanha, 1964. Vive em Barcelona)
João Modé (Resende, Brasil, 1961. Vive no Rio de Janeiro)
Joan Jonas (Nova York, EUA, 1936. Vive em Nova York)
Joe Sheehan (Nelson, Nova Zelândia, 1976. Vive em Wellington)
Leya Mira Brander (São Paulo, Brasil, 1976. Vive em São Paulo)
Los Super Elegantes (Formado em San Francisco, EUA, 1995. Vivem em Los Angeles)
Mabe Bethônico (Belo Horizonte, Brasil, 1966. Vive em Belo Horizonte)
Marina Abramovic (Belgrado, ex-Iugoslávia, 1946. Vive em Nova York)
Matt Mullican (Santa Mônica, EUA, 1951. Vive em Nova York)
Maurício Ianês (Santos, Brasil, 1973. Vive em São Paulo)
Mircea Cantor (Oradea, Romênia, 1977. Vive em Paris)
Nicolás Robbio (Mar Del Plata, Argentina, 1975. Vive em São Paulo)
O Grivo (Formado em Belo Horizonte, Brasil, 1990. Vivem em Belo Horizonte)
Paul Ramirez Jonas (Pomona, EUA, 1965. Vive em Nova York)
Peter Friedl (Oberneukirchen, Áustria, 1960. Vive em Oberneukirchen)
Rivane Neuenschwander (Belo Horizonte, Brasil, 1967. Vive em Belo Horizonte)
Rodrigo Bueno (São Paulo, Brasil, 1967. Vive em São Paulo)
Rubens Mano (São Paulo, Brasil, 1960. Vive em São Paulo)
Sarnath Banerjee (Calcutá, Índia, 1972. Vive em Nova Délhi)
Sophie Calle (Paris, França, 1953. Vive em Paris)
Valeska Soares (Belo Horizonte, Brasil, 1957. Vive em Nova York)
Vasco Araújo (Lisboa, Portugal, 1975. Vive em Lisboa)
SERVIÇO
28ª Bienal de São Paulo: “em vivo contato”
Abertura: 25 de outubro (p/ convidados)
Visitação: de 26 de outubro a 06 de dezembro de 2008
Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Parque do Ibirapuera, São Paulo -SP
Terça a domingo, das 10h às 22h – entrada livre
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22 COMENTÁRIOS
Enzo Pena
Pena que moro longe pra caraio de São Paulo, longe em questões financeiras... e não dá pra ir, mas um dia eu to la, quem sabe ano que vem! Gostei da notícia, vou acompanhar pela net mesmo! Inté!
silvano marçal
tudo o melhor!!!!após lê-la estou até planejando viajar para São Paulo e ir à Bienal. Em 2004 visitei a Bienal e acredito que todo brasileiro deveria visitar a Bienal. Parabéns coluna é excelente.......parabéns! Silvia Neubern acho que os curadores da bienal deveriam tirar a bunda da cadeira e viajar pelo Brasil e ver de perto o que esta sendo feito em termos de arte no país, não é só São Paulo que existe no Brasil temos muitos estados e muitos valores nas artes brasileira. Sou artista plástico de Salvador/ Ba. e tenho muito orgulho de ser do nordeste.
Diva Quirino
Uhhhhuuuuuuuuuuuuuu, eu vou... Arroz, pequi... Goiás estará aí...
gleison
simplesmente magnifica,parabens
Rafael
Bacana! Concerteza irei prestigiar.
ALICIA LÒPEZ POLO
Este país tem tudo para ser o melhor!!!!
Teresinha Perira Corrêa Samy
Amei essa matéria, após lê-la estou até planejando viajar para São Paulo e ir à Bienal. Em 2004 visitei a Bienal e acredito que todo brasileiro deveria visitar a Bienal. Parabéns
Silvia Neubern
Esta coluna é excelente.......parabéns! Silvia Neubern
Marcos Buarque
Eu acho que os curadores da bienal deveriam tirar a bunda da cadeira e viajar pelo Brasil e ver de perto o que esta sendo feito em termos de arte no país, não é só São Paulo que existe no Brasil temos muitos estados e muitos valores nas artes brasileira. Sou artista plástico de Salvador/ Ba. e tenho muito orgulho de ser do nordeste.
Luize
VIVA A CULTURAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!
etore
Adoro a Bienal, gostaria de parabenizar a todos por esse, grandioso espetáculo, prescisamos muito de leitura, o Brasil é carente . Eu Étore Bocalini Neto agradeço por mais este feito, obrigado!.
Viviane
Muito bom
Patricia Nunes
Primeiramente, quero parabenizar-los, por estar proporcionando, a arte na vida de cada ser humano. Pois, a sociedade, precisa estar, em contato com essa maravilha. SUCESSOOOO. Bjs
Claudia Stella
É uma inovação, a bienal seguindo as tendências da arte moderna no Brasil e no Mundo, é importante para o público conhecer os novos artistas; apesar que ainda sinto falta do agendamento para sala especial para ver obras de grandes mestres, como ocorria nas antigas bienas, o novo nada mais é do que uma releitura do passado, e é bom para o público ter base para comparar essas mudanças.
vanessa
muito legal
Orlando SIlvestre
Bienal é Bienal
Anna Maria Salatino
Estou curiosa para apreciar arte viva, sou de Porto Alegre e já fiz alguns trabalhos de rua, observei a reação das pessoas, o trabalho se torna completo com a integração das pessoas é muito legal o resultado.
cris
Acho uma idiotice essa de andar vazio, porque nao dar chance a tantos artistas que gostariam de expor e mostrar sua arte????
Nirdosh Vibhuti
Gostaria de parabenizar o curador da Bienal Ivo mesquita pelo resgate da discussão da arte viva e em contato com o público e o privilégio de termos um "espaço vazio" tão cheio de histórias que se contam per si...Momento raro numa metrópole como Sampa onde isso é um luxo raro.
jorge biar
o melho
Rogério Vieira
aodro ler estes tipos de matérias , até porque sou artista plástico, mesmo sendo auto didata, aprendo sempre com outros artistas, seu universo pessoal , suas obras, contexto e sua trajetória, e também estou sempre ligado nas notícias sobre exposições, abraço e continue com o trabalho
antonio carlos cavalcanti filho
sou marchand, e devo visitar a bienal em novembro, gostaria de acompanhar tudo o que esta ocorrendo,se possivel quero informações sobre os artistas em destaque, enfim, mande por email agradeço, vivo em campo grande ms, e sou do pantanal... obrigado antonio carlos
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