Arco-Íris
Naufrágio nas urnas
por Carlos Hee
Nenhum dos cinco candidatos gays a vereador de São Paulo consegue se eleger
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A drag Léo Áquila, 6512 votos |
As eleições ocorridas no domingo mostram que os candidatos gays à Câmara Municipal de São Paulo não conseguirem nem passar perto do Viaduto Maria Antônia. Com os votos computados, nenhum dos cinco candidatos que disputavam uma vaga na cidade conseguiram os votos necessários para ocupar o cargo. O mais votado foi Leó Áquilla (PR), com 6512 votos, seguido por Salete Campari (PDT), com 2821, Marcos Fernandes (PSDB), o terceiro LGBT mais votado, com 2177, seguido por Kaká di Polly (PTN), com 202, e Jacque Chanel, que conseguiu 58 votos. Levando-se em conta que, segundo pesquisas 10% de população mundial é gay, e que, portanto, 10% dos eleitores seriam a princípio integrantes da comunidade LGBT, percebe-se que dos mais de 8 milhões de eleitores da cidade, apenas 11770 votaram nesses candidatos. Ou seja, menos de 1% do eleitorado gay votou em candidato gay.
O mesmo se aplica no resto do País. Dos 128 milhões de eleitores, cerca de 66 mil votaram em candidatos LGBT, 0,005% dos votos válidos. Somente quatro candidatos homossexuais a vereador em todo o País foram eleitos. São eles, José Itaparandi (PTB), de Paço do Lumiar, no Maranhão; Moacyr Sélia (PR), de Nova Venécia, no Espírito Santo; Léo Kret (PR, de Salvador, na Bahia; e Sander Simaglio (PV), em Alfenas, em Minas Gerais.
Um detalhe: estes candidatos são os gays assumidos que concorreram às eleições. Os que continuam dentro do armário não fazem parte dessa lista. E muitos deles foram eleitos...
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