Cultura
A voz do Supertramp
por Thomás Levy
Em entrevista, Roger Hodgson falou sobre o Supertramp e o SPMF
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Roger mostrou seu bom humor na entrevista |
O músico se apresentará no dia 6 de setembro e falou em entrevista coletiva sobre a apresentação, o festival e sua carreira.
Em sua última turnê, alternou violão e piano, sempre acompanhado apenas de um saxofonista. Desta vez, será diferente: “Decidi trazer para cá uma banda completa, com baixo e bateria, coisa que só fiz para o Brasil. Eu fiz uma turnê em 98 aqui, prometi que voltaria em um ano e apenas agora, dez anos depois, consegui voltar. Então sei mais ou menos o que esperar, e também o que o público espera.”
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Um disco novo não é parte dos planos imediatos do músico |
Em uma época em que reuniões de bandas estão em alta, Roger disse que já pensou em uma possível volta do Supertramp. “Tenho contato com todos e, algum tempo atrás, até perguntei o que eles achavam. Como nem todos gostaram da idéia, deixamos por isso mesmo. Eu consegui restabelecer a relação com o público na minha carreira solo, então estou contente com isso.”
Roger também comentou o estado atual do mercado fonográfico. “Eu tenho muitas músicas prontas mas, por enquanto, não quero gravá-las. Levo de cinco a seis meses para fazer um disco, e hoje isso é muito tempo para mim. Talvez, quando eu tiver tempo, eu grave e disponibilize tudo no meu site. A indústria da música está sofrendo muito, talvez em cinco anos nem exista mais. Mas as pessoas sempre consumirão música, e o ‘ao vivo’ nunca morrerá.”
Sobre sua relação com motos ele contou que já teve duas. “Tinha uma normal e aí comprei uma bem rápida, uma Yamaha FJ120. Eu amava aquilo, mas cheguei à conclusão de que era perigoso demais para mim. “
Roger se apresentará no SPMF no dia 6 de Setembro.
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