Cultura
Adeus ao Mestre
por Redação
Mestre Salu deixa apenas quatro discos gravados, mas extenso legado cultural
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Mestre Salu (foto: Divulgação) |
Manoel Salustiano Soares, o Mestre Salu, morreu aos 62 anos por arritmia cardíaca provocada pela doença de Chagas. Nascido em Aliança, na Zona da Mata de Pernambuco, dedicou a vida à preservação de manifestações culturais da região, como o caboclinho, dança de origem indígena, o cavalo-marinho, uma variante de bumba-meu-boi, e o mamulengo, teatro de fantoches.
Com apenas quatro discos gravados ("Sonho da rabeca", "As três gerações", "Cavalo-marinho", e "Mestre Salu e a sua rabeca encantada"), mestre Salu era considerado autoridade em cultura popular – recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal de Pernambuco (1965), o título de “reconhecido saber” do Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco (1990), o de comendador da Ordem do Mérito Cultural (2001) e o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco (2007).
Em 1997, criou o Maracatu Piaba de Ouro, um dos principais maracatus rurais de Pernambuco. Também foi o fundador da Casa da Rabeca, na Cidade Tabajara, em Olinda – um espaço de apresentações de forrós de rabeca e maracatus, entre outras manifestações populares. A Casa, sonho de Mestre Salu concretizado em 2002, foi onde aconteceram o funeral e as últimas homenagens ao músico.
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1 COMENTÁRIO
tatiana
que pena meu amigo curtia muito musica regional de pernambuco ele deve esta triste
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