LifeStyle

Intercâmbio: oportunidade ou ilusão?

por Samanta Lobo


Intercâmbios com trabalho remunerado são escolha freqüente dos jovens que desejam sair do país. Mas eles sabem realmente no que estão se metendo?


Oportunidade de crescer na vida atrai os jovens para fora do país
Programas de intercâmbio que oferecem estudo e trabalho no exterior são muito procurados por jovens que desejam aprender uma segunda língua e conhecer outras culturas. Muitas vezes, a oportunidade é encarada como uma forma de fazer a vida fora do país. Porém, não é exatamente assim que as coisas funcionam.

Os empregos são indicados pelas agências de intercâmbio, e são os chamados subempregos, nos quais o estudante trabalha por um tempo determinado – geralmente de dois a três meses, durante as férias escolares do Brasil – e com prazo de validade no visto. Ao término do período, ele não pode mais trabalhar.

Maysa Rodrigues, consultora de vendas da agência de intercâmbio EF, conta que muitos estudantes procuram esse tipo de programa porque o vêem como uma forma de entrar no país e ficar definitivamente por lá. “Se percebemos que a intenção do jovem é essa, não o aceitamos para o programa, pois a alfândega pode confiscar seu visto e o jovem pode manchar o nome da empresa”.

Ela também diz que os agentes são orientados a “tirar um pouco da ilusão do estudante” que chega lá com essa intenção.“Muitos mergulham de cabeça no programa e vendem até o carro iludidos por esse sonho. Nós tentamos explicar que o programa tem um período e uma regulamentação bem claros, para ninguém sair do país com intenções que não serão realizadas” , explica.

Canadá, Austrália, Nova Zelândia e EUA são os países mais procurados para o programa de intercâmbio que inclui trabalho. Empregos de babá e atendente comercial são as opções mais ofertadas pelas agências.

Para jovens, experiências no exterior são oportunidades de amadurecimento, mas não são todos que se adequam facilmente a um novo modo de vida em um país estranho. Problemas de adaptação são frequentemente motivo de desistência da viagem. Maysa explica que nos primeiros meses isso é natural, e que é preciso paciência e jogo de cintura.  “O jovem tem que entender que ele está lá para encarar a realidade, saber lidar com as diferenças. Ele não vai ter familiares por perto, irá aprender a se virar sozinho. Vale a pena tentar se acostumar".
 

SERVIÇO


MATÉRIAS RELACIONADAS

Nicole Kidman e Hugh Jackman em um romance australiano

O estilo australiano de fazer bolsas

Do you didgeridoo?

O prazer de fincar o pé em terras distantes

Ilhas de romance




COMENTE ESSA MATÉRIA




1 COMENTÁRIO

Clara

Muito boa essa matéria! Quando fiz o meu intercambio passei por algumas dificuldades no comeco, mas a agencia me deixou bem preparada sobre um possivel "homesick" nos primeiros meses. Foi a melhor experiencia da minha vida e eu recomendo para todos! Voltei mais madura, independente e conheci pessoas e culturas diferentes.

  • Hollywood Pinups

    Hollywood Pinups

    Timothy White lança livro com celebridades de Holywood semi-nuas

    Leia mais
  • Mister International 2008

    Mister International 2008

    O brasileiro Marciel Moreno Mendes é um dos favoritos ao título, que será decidido dia 24 de novembro

    Leia mais

Viagem

7537e311a82a77be4c24e7aec41fdd66

O estado no Nordeste se abre para mostrar suas belezas

Veja "Desconhecido Piauí" e mais!

Moda

4b717e17298a55eafa0069aafbc588a5

Confira os melhores momentos do desfile mais esperado do ano

Veja "Chuva de Angels " e mais!