Viagem

Diário de uma brasileira em Ibiza

por Claudinha Assis


Praias de nudismo e belezas naturais relatadas por uma viajante direto da badalada ilha da Espanha


Claudinha, do Brasil para Ibiza

Ferias de verão. Soa como título de filme da sessão da tarde, mas não: este foi o presente que ganhei do meu destino. Sou Claudinha, original de São Paulo, especificamente de Santo André, livre terra querida. Entre idas e vindas, fazem dois anos que moro na Espanha e atualmente resido em Valência. Foi aqui que me tocou o bilhete de loteria premiado: quinze dias em pleno agosto para fazer “lo que me diera gana”!

O meu cofrinho não estava muito cheio, mas o calor escaldante e úmido da cidade me motivaram a preparar a mochila e subir no avião rumo a Ibiza, a ilha mágica da costa mediterrânea da Espanha. Quem pensa que a magia está só nas festas intermináveis das grandes discotecas está muito enganado. A ilha é cheia beleza natural e esconde em sua formação montanhosa “porões” de areia grossa e água azul e cristalina. Entre os cruzes norte, sul, leste e oeste em buscas das praias existem cidadezinhas muito "pequenitas" e encantadoras, onde vivem camponeses e trabalhadores dos centros urbanos turísticos, que carregam toda a historia e cultura da ilha.
 


Casal em Punta Galera, praia de nudismo

Pelo preço de uma noite para casal em hotel, eu e meu namorado Oscar Campos alugamos um SEAT IBIZA, carro que, além de ser um meio de transporte extremamente necessário para explorar o lugar, foi a nossa casa. Claro, antes de começarmos a viagem, já tínhamos planejado tudo. Na mochila deixamos lugar para duas almofadas que serviriam de travesseiro, velas e um par de lençóis tamanho casal. Faltou apenas um pijama desses de outono, porque de noite, a temperatura cai bastante. Nossa cama não podia ser melhor – quando tudo já estava escuro, descíamos alguma trilha de acesso à praia e ali na areia mesmo estendíamos o lençol, acendíamos um par de velinhas e colocávamos a cabeça no travesseiro olhando o céu para contar estrelas cadentes até que o sono nos levasse.
Beleza natural como pano de fundo

De todo o perímetro de Ibiza, algumas praias são inesquecíveis. O melhor pôr-do-sol é o da Cala Comte, onde tem um restaurante em que comi um arroz muito bom. Num cantinho deste “porão”, está a praia nudista onde passei a maioria das noites. Cala Bassa e Cala Tarida são ideais para passar o dia. Também vale a pena a praia Les Salines: lá tem muito agito e não é ótimo para conhecer pessoas.
Centro antigo de Eivissa

Passar a tarde na Cala San Vicente também é bastante tranqüilo. Na praia tem duchas de água doce - as pessoas ficaram bobas com a cara de pau minha e do Oscar: chegávamos com nosso kit banho e saíamos de lá como quem saia de um spa. Se o pacote de viagem incluir sexta-feira, não se pode perder o pôr-do-sol em Cala Benirras. É muito mais original e divertido do que o popular pôr-do-sol no bar Café del Mar na Baía de Santo António.

Pôr-do-sol em Cala Benirras

Formações rochosas de Punta Galera

Quem gosta de aventuras não pode deixar de ir a Punta Galera, uma ponta de praia toda de pedras, com acesso bastante difícil e uma vista paradisíaca. Em muitas outras praias da ilha, é necessário usar sapatilha de praia para andar pelas pedras.

Lá é excelente para quem quiser começar a praticar nudismo, os primeiros que chegam conseguem ocupar os cantinhos mais reservados. Eu vivi a experiência e foi muito bom, até o momento em que uns brazucas, atraídos pela minha canga verde e amarela, resolveram se aproximar. Confesso que foi bastante incômodo manter uma conversa com os conterrâneos estando completamente nua!


Nudistas em Cala Comte(Foto: Claudinha)

Paisagens românticas embalam a viagem
Para mim, esta foi uma viagem romântica. Longe da capital Eivissa, não vi mais do que os flyers das baladas mais famosas da Europa. Além disso, segundo o taxista que nos levou de volta para o aeroporto, este verão estava sendo uma temporada mais limpa e sã. A nova regulamentação limita bastante o ritmo dos baladeiros, já que agora não existem mais os After Hours (festas que começam ao nascer do sol), e as discotecas têm de apagar as luzes às seis da manhã. Os esquentas também estão mais curtos. Segundo o regulamento, os bares têm que fechar entre 1 e 2 da madrugada. “Agora os festeiros têm menos tempo de se entupir de entorpecentes”, me disse o taxista.

SERVIÇO


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3 COMENTÁRIOS

paula

gostei

Vanessa Lima

Olá Claudinha, você sempre surpreendendo! Nossa que belas imagens!! Você realmente sabe aproveitar a vida, amiga vamos sempre manter contato, e por enquanto me mande os links para que possamos viajar de outra forma, por enquanto é claro....Beijos saudosos Van Lima ;-)

Ana Paula Maniá da Matta

Querida amiga, adorei a matéria. Quando for à Espanha vou me preparar para um tour cultural e um baladeiro... rs... não podemos perder a chance de nenhum, não é mesmo?!?!?! Você será minha guia, ok???? Saudades... Bjs Ana

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