Arco-Íris

Vírus na rede

por Carlos Hee


Pesquisa americana mostra que é maior o contágio de DSTs em encontros pela internet


34% dos gays que contraíram sífilis encontraram parceiros na rede (Fotos: Open Cam)

Não há dúvida nenhuma que a internet transformou-se nos últimos anos num dos pontos de maior contato inicial de homens que fazem sexo com homens. Toda uma legião de gays - e nesta turma se inclui também aqueles que não se declaram gays, mas fazem sexo com pessoas do mesmo sexo, que, inclusive, fazem parte da última campanha sobre doenças sexualmente transmissíveis do Ministério da Saúde - prefere conhecer seus parceiros sexuais em sites de relacionamento. Existe uma profusão deles na rede, que reúnem diferentes tribos, e propiciam um "acordo" mais direto entre as partes. Normalmente, ao se marcar um encontro pela internet, pode-se ter uma decepção com a descrição física do parceiro, que tende a supervalorizar seus dotes físicos, mas não esconde quase nunca suas preferências sexuais.
O chat é uma forma de conhecer parceiros
Um estudo apresentado pelo Departamento de Saúde de Chicago alerta sobre essa nem tão nova forma de contato. E surpreende quem considera a rede uma maneira segura de encontrar parceiros. Não é novidade para ninguém que existe uma alta dose de risco em marcar encontros pela internet com desconhecidos, quando o assunto é segurança. São muitas as histórias de promessas de um programa cheio de excitação em assaltos e violência. A novidade da pesquisa americana é que, segundo os especialistas, homens que fazem sexo com homens e que estabelecem seus contatos via internet estão mais propensos a contrair doenças sexualmente transmissíveis, especialmente a sífilis, do que aqueles que conhecem seus parceiros em bares ou boates.
A pesquisa mostrou que 34% dos gays americanos diagnosticados com sífilis em 2007 afirmaram ter conhecido seus parceiros através da internet. Nos últimos anos, enquanto os níveis de infecção para sífilis entre homens heterossexuais vêm caindo a níveis baixíssimos, os de contágio entre homens que fazem sexo com homens têm aumentado.
A sífilis, que teve quase o mesmo impacto da Aids no século 19 e que parecia estar praticamente controlada e erradicada, passou a voltar a fazer parte dos consultórios médicos nos últimos anos. Como grande parte das doenças sexualmente transmissíves, é, quanado diagnosticada no início, facilmente tratada com remédios à base de penicilina. Sem tratamento, pode comprometer órgãos, nervos, olhos, coração, vasos sangüíneos e ossos.
Esse aumento de casos de sífilis também tem sido constatado no Brasil, especificamete em São Paulo, onde os infectologistas que atendem no Hospital Emílio Ribas, referência nacional em doenças infecto-contagiosas, já perceberam, ao diagnosticar pacientes que procuram tratamento que a sífilis voltou a assombrar e ameaçar as pessoas com uma vida sexualmente ativa.

 



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1 COMENTÁRIO

Fabricio Teixeira

Bem feito!!! quem manda serem promíscuos...

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