Arco-Íris

Contra a igualdade

por Carlos Hee


McDonald's é o novo alvo de boicote anti-gay dos cristãos fundamentalistas americanos



A maior rede de alimentação fast food do mundo, McDonald's, acaba de se tornar alvo de ataques homofóbicos nos Estados Unidos. A AFA, Associação da Família America, fez um apelo aos consumidores para boicotar as lanchonetes da rede espalhadas pelo país. O motivo é risível. A proposta de boicote foi lançada depois de a companhia afirmar que vai continuar a dar apoio ao seu staff gay. Isso ocorreu depois que o vice-presidente de Comunicações da McDonald's nos Estados Unidos, Richard Ellis passou a fazer parte da equipe de diretores da Câmara Gay e Lésbica Nacional de Comércio.
A anti-gay AFA alega que a cadeia de lanchonete multi-national está "se recusando a manter-se neutra na guerra de culturas" e que o McDonald's escolheu usar sua força para promover "as reinvidicações homossexuais, inclusive o casamento gay". As afirmações da Associação são baseadas no apoio que o companhia deu em 2007 à Parada Gay de San Francisco.
"Nosso fundador Ray Kroc uma vez disse que 'nenhum de nós é tão bom quanto todos nós'", escreveu a diretora do Departamento Internacional da Diversidade do McDonald's. Pat Harris. "Esse é nosso lema, e nos tratamos nossos funcionários e consumidores com respeito e dignidade, sem olhar sus etnia, credos religiosos, orientação sexual e quaisquer outros fatores".
Ela ainda afirma que a rede dá total apoio aos seus funcionários que se engajam em organizações de sua escolha e continuará a apoiar o direto das pessoas de viver e trabalhar numa sociedade sem exclusão.

Esta não é a primeira vez que a AFA organiza um boicote anti-gay. Na semana passada, também propôs seus associados a deixarem de consumir os produtos da Heinz, em razão do comercial da mainese que mostra dois homens se beijando, mas que foi veiculado apenas no Reino Unido (clique aqui para ver o comercial). A sede da Heinz em Pittsburgh foi inundada com reclamações de alguns dos estimados 3,5 milhões de fundamentalistas cristãos da AFA.No ano passado, o grupo IKEA também sofreu ameaças dos fundamentalistas por mostrar famílias gays em seus anúncios, assim como a Ford e Disney, que assumiram compromisso com a igualdade.
A AFA descreve-se como: "uma organização cristã da promoção da ética bíblica da decência da sociedade americana com ênfase principal na tevê e outros meios de comunicação". Freqüentemente a Associação se opõe à legislação que irá beneficiar os homossexuais e defende a censura da mídia impressa e eletrônica.
No ano passado, a rede Wal-Mart, que havia declarado seu apoio aos direitos dos homossexuais, voltou atrás, quando a AFA ameaçou boicotar a liqüidação depois de Dia de Ação de Graças, um dos períodos de maior venda das empresas nos Estados Unidos.



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