Autos

Japão motorizado

por Thomás Levy


O automóvel é uma invenção americana, mas já foi dominada pelos japoneses


O epítome da modernidade

Quando você pensa em indústria automobilística, qual é o primeiro país que surge em sua mente? Por uma questão histórica, provavelmente você pensa nos Estados Unidos. Afinal, lá nasceu a real indústria automobilística que aliada ao fordismo mudou o mundo.

Mas quem domina o mercado hoje e lentamente mostra a sua forma no Brasil, é a indústria automobilística do Japão. Os carros tem uma fama pra lá de boa: carro japonês é aquele que não quebra. Só para contextualizar: das 10 maiores montadoras do mundo, seis são japonesas.

Mas o mercado de carros japoneses começou muito discreto. No começo do século passado, começaram a ser fabricados no arquipélago carros com 12cv de potência. Entretanto, incapaz de competir com os produtos internacionais, a indústria local sofreu muito.

Todo combustível era importado, então era inviável para a maioria dos japoneses ter um carro para si. Até a década de 30, havia apenas 100 mil no Japão, e a grande maioria deles eram táxis.


Um japonês que já conquistou São Paulo
Não havia muitos motivos para investir em um sistema rodoviário eficaz, já que o transporte marinho era muito mais eficaz e a topografia irregular do Japão dificultava a construção de estradas.

Antes da Segunda Guerra Mundial, empresas japonesas fizeram parcerias com montadoras européias e adquiriram um know-how da indústria, e até 1935 investiram muito na fabricação de caminhões. Veículos para passageiros ainda não eram populares.

Com o final da guerra, o Japão adotou medidas protecionistas que ajudaram produtores locais. Por encomenda dos EUA, o país também começou a investir em caminhões militares por sua proximidade estratégica à Coréia, que no começo da década de 50 havia começado uma guerra civil.

Conglomerados empresariais pressionaram o governo para que as pequenas empresas fossem incorporadas para criar mega corporações, e assim a Nissan dominou a Prince Motor Company. A Mitsubishi já era parte de um conglomerado. A única exceção foi a Honda, que nascera como uma empresa pequena e até hoje ainda não passou por fusões de nenhum tipo.

O Corolla, da Toyota, é um sucesso internacional
Na década de 60,  o mercado local passou a focar carro baratos para ambientes urbanos, e pela primeira vez o cidadão comum podia ter um veículo. O boom da indústria era evidente, e as marcas cresceram muito rápido, o que possibilitou que grandes pesquisas e novos modelos chegassem ao mercado.

Na década de 70 as marcas japonesas criaram subdivisões na América do Norte, entre elas a Acura, da Honda, a Lexus, da Toyota e a Infiniti, da Nissan. Na década de 80 elas se consolidaram no mercado norte americano e começaram a preocupar muito gigantes como a General Motors e a Ford.

No ano passado, a Toyota se tornou a maior fabricante de carros do mundo, empurrando a GM para o segundo lugar. Os carros japoneses se utilizam de um tipo de pragmatismo que faltava à indústria automobilística, e a forma como o mercado aceitou os modelos prova isso.

Graças aos japoneses aprendemos que carros baratos não precisam ser ruins e que carros potentes não precisam ser beberrões!



COMENTE ESSA MATÉRIA




  • Hollywood Pinups

    Hollywood Pinups

    Timothy White lança livro com celebridades de Holywood semi-nuas

    Leia mais
  • Mister International 2008

    Mister International 2008

    O brasileiro Marciel Moreno Mendes é um dos favoritos ao título, que será decidido dia 24 de novembro

    Leia mais

Viagem

145ad0cf8543faf1ca95705d4381206c

Os Issler cruzam a América Latina de jipe

Veja "Off- road em família " e mais!

LifeStyle

09699d57c2a54849f5beaf96fa6afdc5

Assinada por John Galliano, conheça a nova linha da Maison

Veja "Dior no pulso " e mais!