Entrevista
A Casa Cor de João
por Cesar Giobbi
À frente da mostra, João Doria Jr. quer reformular todo o conceito do maior evento de decoração do País
Como é que fica a Casa Cor dirigida por João Dória Jr.? Um objeto de desejo, uma volta às origens, um evento de glamour e bom gosto. E como fica João Dória com a chegada da Casa Cor na Doria Associados? Simples: em vez de sair do escritório à 1h30 da manhã, ele passou a sair às 2h30.
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João Doria Jr, nova marca para a Casa Cor |
Como entende de equipes também, manteve toda a estrutura da Casa Cor, que ele define como uma “estrutura enxuta e operosa”, com talentos que estão lá desde a gestão das fundadoras, Yolanda Figueiredo/Angélica Rueda, como Cristina Ferraz. Mas as decisões principais, agora, saem da Doria Associados.
Por exemplo? Que a Casa Cor vai ter uma nova logomarca, a ser apresentada à imprensa no dia 3 de abril. E a nova marca traz consigo não um novo conceito, porque este é intocável, já que faz o sucesso do evento há 21 anos, mas uma nova orientação. É como se a Casa Cor fosse restaurada, ou fizesse uma cirurgia de rejuvenescimento. João Dória vai dar corda na Casa Cor.
O evento que começa no dia 21 de maio, no Jockey, já estava todo pensado, o conceito traçado, os espaços distribuídos. Doria pôde fazer muito pouco. Seria impensável mudar a Casa Cor no momento de decolar. Assim mesmo, há coisas que ele vai mexer, além da nova marca que já fará parte desta edição. João acha que qualquer parque ou exposição temática, tem uma entrada e uma saída que refletem a mentalidade, a personalidade do evento. Tem de ter a cara da Casa Cor. Os ambientes podem até ser assinados por alguma estrela da arquitetura. Mas têm de seguir o conceito. E isso já vai ser mudado.
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Doria e a decoradora Brunete Fraccaroli |
Só para lembrar, já que tudo já foi noticiado, a Casa Cor será de novo no Jockey, mas num espaço diferente, mais perto das cocheiras, usando construções e moradias que não estão sendo utilizadas, e com algumas construções. E estrelas da arquitetura e decoração vão levar prestígio a esta edição, como Sig Bergamin, Esther Giobbi, João Armentano, Roberto Migotto, Dado Castello Branco, Fernanda Marques, Roberto Negrete, Gilberto Elkis, Ana Maria Vieira Santos, Fernando Piva, Alex Hanasaki, Brunete Fraccaroli e Leo Shehtman. A mostra marca também a estréia de Felipe Diniz e Fabrizio Rollo. Espera-se que este time, muitos dos quais estavam na edição de 2007, faça algo que tire a exposição do tédio. No ano passado, estava tudo muito parecido, contemporâneo contido, sem surpresas. Um pouco o retrato dos nossos tempos. A gestão Doria se propõe exatamente a isso: sacudir, chacoalhar, empurrar para que os talentos ousem e surprendam. Quer que a Casa Cor mostre uma pluralidade de estilos, com total liberdade para criar.
Com a compra da Casa Cor, veio o pacote inteiro. Ou seja, todas as franquias no Brasil, que são 11, e mais as três internacionais. E mais a Casa Hotel, que acabou de acontecer, e o Boa Mesa, que é em agosto. A Casa Cor de Goiás abre no dia 16/05; a de São Paulo, em 21/05; a de Porto Alegre, em 30/05; a do Panamá, em 10/06; a do interior de São Paulo, no dia 8/08; em Belo Horizonte, em 15/08; no rio, em 29/08; na Suécia, em 2/09; em Brasília, em 12/09; na Bahia, em 19/09; a de Vitória e a de Lima abrem no mesmo dia 26/09; em Fortaleza, em 10/10, e no Recife, em 24/10. Ou seja, um tour de force, já que parte dos patrocínios destas mostras são locais, mas boa parte deles são negociados aqui em São Paulo.
Mais novidades. Reforçando a marca Casa Cor, Doria quer licenciar produtos, os mais diversos. Desde música, a aromas, artigos de cama, mesa e banho, objetos de design, móveis. Que serão vendidos em todas as mostras pelo Brasil e pelo mundo, mas que podem também ser vendidos em lojas do ramo. A criação será dos próprios arquitetos participantes, que terão uma visibilidade imensa para os produtos, já que, em 2007, as Casas Cor tiveram 600 mil visitantes só no Brasil. Sem falar na mídia que tem. Doria tem certeza do sucesso da idéia, pois acredita que o visitante quer poder possuir um pouco do clima e do glamour que vê na mostra. E levará uma amostra disso consigo.
Não contente com tudo o que veio no pacote, Doria quer ampliá-lo. Vai realizar, possivelmente no último trimestre de 2008, uma Casa Office. Já está certo de sua viabilidade. Já tem patrocinadores interessados. Há todo um segmento da indústria que nunca pôde participar da Casa Cor, porque seu produto é essencialmente dirigido a escritórios. Há também uma gama imensa de talentos que também têm se dedicado exclusivamente à arquitetura de lojas, escritórios, prédios públicos, hospitais, que agora terão chance de apresentar serviço. Doria acha que esta nova mostra tem de atender aos anseios de uma geração que passa mais tempo nos escritórios, que quer qualidade de vida no local de trabalho, quer um ambiente prazeiroso, confortável, bem solucionado em questão de espaço e eficiência. Para Doria, os eventos Casa Cor têm de ter sintonia com seu tempo, apontar tendências e apresentar soluções.
Outras novidades virão, que eu conheço o João. Mas nada mais antes de 2009. Ou ele teria de sair do escritório às 3h30.
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1 COMENTÁRIO
Samir Haikal
Prezaria saber se, nos próximos eventos da Casa Cor, existiria espaço para expor inventos de vanguarda / utilitários?
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