Teatro
Kastelo
por Majô Levenstein
Oitava montagem do grupo Teatro da Vertigem estreia nesta quinta-feira (dia 4)
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Fotomontagem com os atores, na fachada do Sesc Avenida Paulista. Todo elenco aprendeu técnicas de alpinismo com a professora Mônica Alla (Fotos: Divulgação) |
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Os atores ficarão a 15 metros do chão, acomodados em balancins |
Segundo a produção, a peça é livremente inspirada no romance inacabado O Castelo, de Franz Kafka (1883-1924), e será encenada na fachada do Sesc Avenida Paulista, em São Paulo, na altura do terceiro andar. Mas, antes da estreia oficial, que acontece nesta quinta-feira (dia 4) - na quarta-feira (3) houve encenação só para convidados -, os atores ensaiaram na fachada do Teatro Mars, no Bixiga.
A montagem, que marca a estreia na direção de Eliana Monteiro (integrante do Vertigem desde 1998), conta ainda com dramaturgia assinada por Sergio Pires e Evaldo Mocarzel.
A ideia do Vertigem é levar para a cena questionamentos sobre o que a diretora do espetáculo classifica de “sociedade do trabalho”. Para Eliana Monteiro, “o trabalho tomou um sentido tão amplo na sociedade contemporânea, que passou a ser uma espécie de religião”. O ponto de partida foi a obra de Kafka, em que o agrimensor K. é chamado por um senhor de um castelo para um trabalho, mas não consegue acesso a ele, por conta das burocracias e mal-entendidos.
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O personagem de Roberto Áudio, que é um documentarista na montagem |
Enquanto o público, imóvel, assiste e escuta os diálogos no Espaço Terceiro Andar da unidade – acomodados numa cenografia que reproduz um ambiente de trabalho com cadeiras giratórias, arquivos de aço, gaveteiros e fichários – os atores encenam pendurados na fachada (presos com cordas de segurança), em três estreitos balancins (plataformas móveis que se deslocam verticalmente, medindo 7,5m x 0,80m), dispostos em três fases do edifício. Apenas as grandes janelas separam o público dos atores.
Para a diretora, a questão da imobilidade abordada no espetáculo “aproxima os espectadores da perspectiva dos personagens de Kafka, que, incapazes de interferir de maneira efetiva na realidade que os rodeia, assistem a seu próprio destino ser decidido às suas costas”.
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Marçal Costa treina escalada na frente do Teatro |
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Durante a encenação, serão projetadas imagens em monitores espelhados pela cenografia |
A plateia ainda verá, ao longo do espetáculo, uma série de imagens exibidas em monitores. Parte delas sairá da câmera conduzida pelo personagem de Roberto Áudio, que registrará ao vivo a ação dos demais atores. Outra parte será gerada previamente por Evaldo Mocarzel, jornalista e cineasta fluminense, que já dirigiu vários documentários, como Do Luto à Luta e À Margem do Lixo.
SERVIÇO
Kastelo
Dramaturgia 1ª fase: Sergio Pires
Dramaturgia 2ª fase: Evaldo Mocarzel
Direção: Eliana Monteiro
Apoio artístico ao projeto: Antonio Araújo
Com Bruna Freitag, Denise Janouski, Luciana Schwinden, Luisa Nobrega, Marçal Costa, Roberto Áudio e Pardal Desenho de Luz: Guilherme Bonfanti
Direção de arte: Marcos Pedroso
Unidade Provisória Sesc Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119, tel. 3179-3700
De quinta-feira a domingo, às 21h
Estreia dia 4 de fevereiro
R$ 5 a R$ 20
Até 14 de março
Obs.: Em caso de chuva, não haverá espetáculo.
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