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Sommelier
Descomplicando o vinho
12 Maio 200 , por Didú Russo
Apreciar um bom vinho não requer tanta pose
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Uma bebida bem tradicional |
• O melhor vinho é aquele que você mais gosta. Não interessa a opinião de ninguém sobre isso. Afinal é o seu prazer.
• O vinho foi feito para o seu prazer e não para criar regras de etiqueta social. Isto é muito importante pois tem gente achando que é obrigada a beber vinho, até sem vontade.
• Prosecco – Champagne e Espumantes - Prosecco não é um “genérico” do famoso Chamapgne. Prosecco é o nome da uva e não da bebida que é um Espumante. Champagne é o inimitável espumante da região de Chamapagne na França e deve ser pedido no masculino “um champagne” por tratar-se de um vinho. Outra coisa, nossos espumantes são melhores que a maioria dos Prosecco que encontramos no mercado. Acredite.
• Vinho Branco - Os brancos são ótimos. Nós bebemos pouco vinho branco o que é totalmente contraditório com o nosso clima. Experimente, há diversos brancos espetaculares, leves, frescos, refrescantes, encorpados, untuosos, do estilo que voce quiser.
• Vinhos Nacionais - Estão cada vez melhores, novos bons produtores e novas regiões produtoras no país, com vinhos muito bons. Não seja preconceituoso.
• Rolhas sintéticas e Screw-cap - Elas vieram para ficar, não há problema algum com elas para vinhos que você irá beber jovem, com menos de dez anos. Nenhum problema além de nossos paradigmas. Claro que o ritual do desarolhamento é muito bonito, mas deixe isso para os grandes vinhos e não penalize as rolhas sintéticas nem os screw-cap, pois eles estão barateando o vinho para você.
• Vinho bom e vinho ruim - Em todo mundo, em qualquer região produtora de vinho há os bons vinhos e os vinhos ruins. Os vinhos baratos representam o maior mercado de vinho no mundo todo, por uma simples questão de mercado. É a demanda que faz a oferta.
• O vinhateiro é um agricultor - Essa coisa de aristocracia, de nobreza, não faz parte do mundo do vinho. Só mesmo um novo rico sem cultura é que pensa que o mundo dos bons vinhos é de nobres. Entre as mais de cem mil vinícolas no mundo conta-se nos dedos as que são de Barões, Marqueses ou Condes.
• O Equilibrista - Não se exiba em público, nos restaurantes, girando infernalmente sua taça como um equilibrista de circo chinês. É ridículo. Um pequeno balanço circular na taça é suficiente para que se volatize o vinho e você perceba seu aroma ou seu bouquet se for o caso. Você sabe a diferença de um para o outro não?
• Aromas de mitrilles do bosque da vovó - Os aromas de um vinho são grande parte do prazer. Prazer totalmente particular, diga-se, claro que vale um comentário ou outro com os colegas de taça, mas ficar descrevendo aromas que nem fazem parte de sua memória olfativa é muito ridículo. Um aroma marcante só tem sentido em degustações profissionais para se identificar tipicidades da uva ou idade do vinho (aromas terciários) do contrário são apenas para nosso prazer e não exibicionismo.
• Informe-se - Se você gosta do assunto informe-se mais. Existem diversos sites a respeito, inclusive o meu: www.didu.com.br. Saúde!
Didú Russo da Confraria dos Sommeliers
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