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Golf.Pro
Um debate prioritário
03 Abril 20 , por Guillermo Piernes
Guillermo Piernes é consultor corporativo, palestrante. Colunista da Gazeta Mercantil e da revista Golfe Digest. Autor de Liderança e Golfe. piernes@yahoo.com, www.golfenegocios.com.br
O debate sobre gestão dos campos merece prioridade quando Brasil realiza esforços para abrir caminhos para o bilionário turismo de golfe e são preparadas campanhas publicitárias para atrair mais empresas e pessoas para o esporte.
Bahia aparece na liderança nas iniciativas para receber turistas de golfe. Florianópolis, Foz de Iguaçu trabalham para captar turistas de golfe. São Paulo resume as dificuldades que pode encontrar um turista internacional de golfe para jogar nos campos numa metrópole sem prioridade para esse segmento. A maioria dos poucos campos de golfe pertence a clubes tradicionais ou condomínios que somente aceitam os próprios sócios ou visitantes convidados por um deles.
São exceções os campos abertos para não-sócios dispostos a pagar pelo direito de jogar ou green fee, geralmente acima dos preços internacionais.
A maior metrópole sul-americana é palco de constantes e grandes eventos corporativos com a participação de muitos executivos internacionais que jogam golfe. A maioria deles volta sem jogar golfe na grande cidade. Buenos Aires que recebe 2.000 turistas de golfe por ano somente da Inglaterra. A região metropolitana de Buenos Aires conta com mais de 100 campos, uma oferta bem diferente da paulistana.
A utilização dos campos em dias da semana de baixa freqüência de sócios poderia ser uma das soluções, até a abertura de novos campos públicos ou comerciais que contribuiriam para elevar a oferta e reduzir preços e exigências.
Brasil conta atualmente com 107 campos, com 41 projetos em estudo ou execução, a maioria no Nordeste. Bahia é o único pólo turístico reconhecido como tal, com quatro resorts com campo de golfe em operação. O turista de golfe gasta 50% mais por dia que o viajante tradicional é está na mira da Embratur. O turismo mundial de golfe é responsável pela movimentação anual de U$ 30.5 bilhões. Chegou a hora de sentar na mesa para abocanhar mais do bolo do turismo de golfe.
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