Cinema

O Homem-Aranha e o lado negro da força

01 Novembro , por Joana Prata


Um belo orçamento


Semana que vem estréia mais um episódio da saga Homem-Aranha. Um enorme sucesso de bilheteria com os dois primeiros filmes da série, a terceira empreitada do diretor Sam Raimi para o herói dos quadrinhos não poderia ser diferente. Com estréia marcada para o dia 4 de maio, a pré-venda dos ingressos já mostra o sucesso da série. Uma semana antes da estréia, “Homem-Aranha 3” já supera em quatro vezes a venda de ingressos pela Internet em relação ao filme anterior, e promete ser um dos maiores sucessos de bilheteria do ano de 2007.


Com um orçamento estimado em US$ 258 milhões, “Homem Aranha 3” está no topo da lista dos filmes mais caros produzidos em dólares americanos. Devido à enorme popularidade dos outros dois filmes, a Sony Pictures gastou pouco em material promocional para o terceiro filme da série se comparado aos lançamentos de “Homem-Aranha 1” e “Homem-Aranha 2”, podendo concentrar seus milhões nos efeitos visuais e em outros aspectos da produção.


Para produzir os efeitos visuais de “Homem Aranha 3”, foi utilizado um programa de computador criado especialmente para atender as necessidades especiais da história, que conta com dois novos vilões: Sandman (Thomas Haden Church) e Venom (Topher Grace). O elenco conta também com Bryce Dallas Howard, de “A Vila” como Gwen Stacy que aparece para abalar o relacionamento de Peter Parker e Mary Jane. Os atores Tobey Maguire, Kirsten Dunst e James Franco, Peter Parker, Mary-Jane e Harry Osborn respectivamente, dão novamente sua contribuição para os adorados personagens do mundo dos quadrinhos.


A série Homem-Aranha é sem dúvida um sucesso de bilheteria e de marketing. São vendidas ao redor do globo dezenas de artigos do super-herói que incluem desde canecas a jogos de vídeo-game. Na semana que antecede a estréia do filme em Nova Iorque, cidade onde se passa a saga do Homem-Aranha, serão realizados vários eventos e exposições que têm como tema algum aspecto relativo a Peter Parker e seu universo.


Numa tentativa de minimizar a pirataria, que vem prejudicando bastante a indústria cinematográfica, “Homem-Aranha 3” será lançado em alguns países poucos dias antes de sua estréia oficial no dia 4 de maio.


Muito se especula sobre uma possível continuação para a série e a Sony Pictures chegou a comentar sobre a produção de mais 3 filmes, porém nem Sam Raimi, diretor dos 3 filmes do Homem-Aranha, nem os atores Tobey Maguire e Kirsten Dunst confirmaram suas presenças. Maguire e Dunst somente expressaram a vontade de continuar caso todos os envolvidos nos primeiros filmes desejem participar da produção dos seguintes. Caso seja confirmada a produção de mais 3 filmes, Raimi pode não ser o diretor da seqüência, já que ele é o mais cotado para a direção de “O Hobbitt” de J. R. R. Tolkien (o mesmo autor de “O Senhor dos Anéis”).


Nessa nova historia, o Homem-Aranha enfrenta novos e poderosos inimigos, porém entra em contato com seu lado negro, e tem que enfrentar seu pior inimigo até agora, ele mesmo. O filme já é considerado por críticos do mundo inteiro como o mais intenso da série e deve impressionar os fãs da série com os elaborados efeitos visuais. O fato de não se saber se será produzido mais um filme é um incentivo a mais para os fãs lotarem as salas de cinema do mundo todo naquela que promete ser uma das maiores estréias desse ano.



Minha mãe quer que eu case



Em “Minha Mãe quer que eu Case”, Diane Keaton é uma mãe superprotetora que tenta resguardar as filhas de todas as maneiras possíveis de terem seus corações partidos. Sua preocupação se concentra principalmente na única filha solteira, interpretada por Mandy Moore, que tem um histórico não muito favorável de relacionamentos. Nessa comédia romântica vemos uma Diane Keaton bem similar a “Alguém tem que Ceder”, mas isso não a torna menos interessante de forma alguma.


Mandy Moore é um dos casos mais bem sucedidos da transição do mundo da música para as telas de cinema. Ela não é dona de um currículo fenomenal como atriz, mas na maioria de seus trabalhos em cinema, foi capaz de apresentar um trabalho bem decente e carismático, lhe rendendo inclusive um prêmio de melhor atriz revelação por “Um Amor Para Recordar”.


“Minha Mãe quer que eu Case” é verdadeiramente o que os americanos chamam de chick flick, e provavelmente os homens ficarão entediados achando tudo uma grande bobagem. O roteiro é bastante fraquinho e as piadas mais que previsíveis. O filme contém a tradicional fórmula de um chick fllick: uma dose de comédia, uma de romance e uma grande quantidade de momentos essencialmente femininos.


Por isso, se você espera nada mais que algumas horas de entretenimento descomprometido ou vai escolher um filme para a girls night out, “Minha mãe quer que eu case” pode ser uma boa pedida para o final de semana.

Fantástico

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