Gol de salto alto

Pontos corridos x mata-mata

10 Dezembro , por Renata Rondino


Boatos garantem que a TV Globo tentaria mudar a fórmula de disputa do Brasileirão


“Em um campeonato com turno e returno, classificando oito equipes para um playoff em jogos de ida e volta de quartas-de-final, semifinais e finais, pelo menos 14 clubes teriam chegado à última rodada com chance de classificação e brigando pelo título. Além disso, a competição teria mais 14 jogos com casa cheia e rendas relevantes para os clubes”, disparou o diretor da TV Globo."

Esse foi o comentário que o diretor da TV Globo Marcelo Campos Pinto, deixou escapar em um artigo publicado no site da revista Placar. O conteúdo acabou levantando a suspeita de que a emissora estaria tentando negociar uma maneira de mudar a fórmula de disputa do Campeonato Brasileiro. A Globo chegou até a desmentir o comentário de Campos Pinto, comentando o sucesso de público nos estádios no torneio deste ano.

Verdade seja dita: não é verdade que o sistema mata-mata beneficia os clubes. Beneficia apenas os contratos publicitários da Globo, que é dona dos direitos de transmissão das séries A e B.

A fórmula de pontos corridos é, sem dúvida, a mais justa. Porém, até hoje andam por aí alguns torcedores saudosos de uma boa final. Afinal, quem foi bem o torneio inteiro poderia cair numa semifinal, ou quem foi aos trancos e barrancos poderia se recuperar nessa reta final. Não dá pra negar que é emocionante.

Apesar de todo o poder que a emissora tem sobre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) - cujo maior exemplo é a mudança dos horários dos jogos, para que sejam realizados após a novela -, difícil acreditar que venha a modificar a fórmula de disputa, embora a boataria tenha corrido solta nos últimos dias. Ainda mais com o Brasil precisando de um pouco mais de credibilidade, em função da Copa do Mundo de 2014.

Até porque, desde a mudança para os pontos corridos, é fato que venceram as equipes mais bem preparadas, melhores tecnicamente, e que mantiveram a regularidade durante todo o torneio. Reduziu-se sensivelmente os efeitos daquela lei que diz que "futebol é uma caixinha de surpresas". No mata-mata, com certeza, pode ser.

Doping

Chega a ser ridícula a história do exame de Romário ter dado positivo para o uso de finasterida. Não pela substância em si, que consiste apenas em um tratamento contra a calvície, mas porque, segundo os técnicos, ela esconderia o uso de outros anabolizantes ou esteróides.

Mas é claro. Quem vê Romário em campo, vê que ele está visivelmente dopado. Porque doping é pra isso mesmo: para atletas ficarem a maior parte do jogo parados, e correrem alguns poucos metros. Só daqui até ali, porque senão cansa.

Resta saber se a Segunda Comissão Disciplinar do STJD vai se deixar levar por tamanho absurdo e punir o jogador e técnico do Vasco.

Traidor?

Antônio Carlos, novo diretor do Corinthians, admitiu que estava trabalhando para o clube paulista há mais ou menos dois meses. E o técnico do Santos, Vanderley Luxemburgo, não gostou nem um pouco de não ter sido informado sobre o fato desde o início. Disse o técnico que, se soubesse, não teria escalado o zagueiro para o jogo contra o Fluminense, numa partida em que ele jogou com a camisa 10, em homenagem à sua carreira.

A pergunta é: que diferença faria?

É claro que a atitude do zagueiro não foi das mais louváveis. Mas também não seria para tamanha punição. Até porque não interferiu na trajetória do Santos no Brasileirão e, pelo ocorrido, muito menos conseguiu salvar o Corinthians da segunda divisão.

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