Visão
Entre livros e abraços.
05 Dezembro , por Julio Pimentel
Nós e eles.
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Um abraço! |
Quando se gosta mesmo do livro que nos cativou, lido com dedicação, com amor, se estabelece com ele uma relação que transcende do contato físico, até mesmo do entendimento racional e vai até mais além das projeções da nossa imaginação. Se isso acontece, a melhor maneira que me ocorre para definir essa interação é o abraço.
Não o abraço formal ou circunstancial, o que se usa para encerrar cartas, para cumprimentos sem alma do cotidiano, para fotos grupais, os de pêsames de obrigação e mesmo os de aniversários e casamentos antes do esperado bufê. Estou falando do abraço sem momento determinado, que carrega consigo e derrama no outro a incontrolável lagrima de dor, a euforia do reencontro, o despertar ou renascer de uma emoção forte.
O abraço talvez seja a mais eloqüente e simples demonstração do sentimento humano. Forma silenciosa de dizer sem falar, de transmitir sem olhar, que faz do toque de dois corpos um discurso eloqüente.
É assim que vejo essa relação emocional livro-pessoa, que é livre e pessoal, que ninguém ou nada, religião, costume ou preconceito, pode proibir.
Em homenagem a este pensamento e aos que assim pensam, vai aqui o meu livro abraço.
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